domingo, 25 de setembro de 2016


Um dos passeios mais desejados para quem está em Positano, é conhecer a paradisíaca Ilha de Capri, outra joia do sul da Itália. As empresas que fazem o passeio estão na Spaggia Grande. O ideal é a compra do ticket de ida e volta. Adquirimos no dia mesmo, minutos antes da partida. O regresso é  flexível, basta apresentar o bilhete  e saber o ponto de retorno em Capri, que difere de acordo com o horário.


As pessoas se amontoam no pequeno porto de Positano, a espera do barco, que não tarda a chegar. Na ocasião, em pleno verão europeu, o tempo estava convidativo para um passeio pelo azul profundo do Mar Tirreno. A embarcação de grande porte era confortável, espaçosa para quem desejava ir sentado e com disponibilidade de uma pequena lanchonete a bordo. Vez por outra passava um vendedor de camisas ou pequenas lembrancinhas, fazendo questão de pontuar que as camisas eram da Armani, rindo a seguir.
As paisagens são para contemplação. Dali podíamos apreciar a pequena Nerano, as praias desertas, a entrada para o Golfo de Nápoles e a estrela maior, Capri.






Visitei Capri em uma outra oportunidade, partindo de outro ponto, Nápoles, um pouco mais distante. A contemplação e a ansiedade são as mesmas. A natureza ali caprichou e, o sul da Itália, obviamente, aproveitou.


A chegada a Capri é em uma extensão do porto e é sempre importante observar se o retorno é no mesmo local ou se  nos espaços reservados próximos ao calçadão da ilha.


Gostamos muito do passeio. Se preferir, existem outras opções, embora mais lentas e menores para se chegar a Ilha, entretanto, a nossa nos pareceu mais oportuna (pelo barco rápido, com trinta minutos duração) e vale a lembrança de que, além da economia na distância, uma dica para os "enjoados" seria a  antiga regra da desproporcionalidade entre o volume da embarcação e a possibilidade de náuseas e vômitos surgirem. Com isso, ainda aproveitamos mais um tempinho em Positano. Recomendamos super!!!

sábado, 24 de setembro de 2016


Em nosso roteiro pela Costa Amalfitana elegemos Positano para ficarmos hospedados e não nos arrependemos. O lugar é realmente dos sonhos.
A Costa Amalfitana ou Costa de Amalfi, está na província de Salerno, entre Sorrento e Salerno. São 50 km de praias fantásticas, pequenas vilas e muitas, muitas paisagens lindas.
Optamos por Positano por ser pequena, aconchegante, com boa infraestrutura e um bom ponto de apoio para conhecer lugares nas proximidades.
Alugamos carro em Napóles e seguimos direto para Positano. São 60 km de estrada, tão linda quanto perigosa, eu diria, em semelhante proporção. Todo cuidado é pouco, mas existem pontos de parada para umas fotos, o que seria de fato triste, passar por ali sem congelar o momento.



Em relação as dúvidas sobre alugar ou não carro na região, especificamente na cidade de Positano, diria, categoricamente, que não, mas para conhecer os arredores, vale muito, sim. Estacionamento aqui é artigo de puro luxo. Estacionar nas estreitas ruas, nem pensar, levarão multa, na certa. Os valores cobrados são elevados (quatro euros/hora). Escolher um hotel ou pousada com estacionamento próprio é sempre oportuno. Ficamos hospedados no Villa Yiara, um  hotel razoável, mas com localização privilegiada. Reservamos com o Booking.


Debruçada sobre o Mar Tirreno, Positano foi esculpida para ser admirada e aproveitada. Suas casinhas coloridas, simples e bonitas, formam um "kit" deslumbrante. É um local para ser percorrido a pé mesmo. Andar sem pressa pela Viale Positea em direção a Chiesa S Maria Assunta e a Spiaggia Grande é um excelente programa. As pessoas se encontram nesse trecho. Geralmente casais ( por ser pontuado como rota romântica). Há pequenas lojinhas de produtos típicos, restaurantes e muitas motos circulando, do contrário não seria Itália, aliás, se desejar alugá-las, o custo é de sessenta e cinco euros por dia. Uma ótima pedida.





A gastronomia italiana é uma atração a parte. Recomendamos o II Fornillo e o premiado Gabrisa. As opções de bons restaurantes aqui são inúmeras.


Fornillo,Positano



Gabrisa, Positano.

Um passeio agradável é a Spiaggia Grande, a praia principal de Positano. Os restaurantes,  sempre convidativos. A areia é escura, de pedrinhas pretas e os espaços das cadeiras são reservados, mas bastante concorridos em dias de sol. O azul do mar é belíssimo. Ficamos um bom tempo aqui curtindo.



 
A praia de Fornillo, a uma curta caminhada entre a Torre Trasita e a Torre Clavel é bem freqüentada também, todavia menos que a Spiaggia Grande.
Um passeio bem concorrido e que indico bastante, é conhecer a paradisíaca Capri. São apenas trinta minutos em lancha rápida. Saímos pela  manhã para este passeio e voltamos no início da tarde.


Quer levar umas lembrancinhas de Positano? As cerâmicas bem trabalhadas e  coloridas são lindas, as roupas de linho são artigos encontrados na imensa maioria das lojas, garrafas de Limoncello (licor de limão) são típicas da região.



Positano é um destino imperdível. Reserve pelo menos dois dias na cidade. Encantar-se ali é fato.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Visitar a Itália é sempre apaixonante. Em setembro de 2016, voltamos a esse paraíso, procurando conciliar locais antes visitados, com destinos exclusivos. Voamos para Roma com a TAP, via Lisboa.

Os dois primeiros dias - Roma
Chegamos na madrugada. Ficamos hospedados no centro histórico de Roma, no Hotel Splendor Suite Rome, reservados com o Booking.com. Visitamos restaurantes e lugares históricos, incluindo uma visita ao Vaticano.

Terceiro dia - Nápoles - Positano
De Roma a Nápoles, optamos pelo conforto do trem bala italiano, o Frecciarossa. Já fomos com o ticket impresso previamente, o que facilita bastante o acesso ao trem. Basta confirmar o portão (binaria). Uma hora de agradável viagem. Reservei com dois meses de antecedência, o que garantiu um preço bem razoável.


Chegando a Estação Central de Nápoles, fomos de imediato ao escritório da Europcar , localizado fora da estação, em uma rua ao lado. Reservamos com a Rentcars. Sem maiores burocracias na retirada do veículo, apresentando apenas a Carteira Internacional (PID), passaporte e um cartão de crédito.
Seguimos direto para Positano, na Costa Amalfitana.

Ficamos hospedados no agradável Villa Yiara, o qual também reservamos no Booking. Deixamos o carro em estacionamento próximo, vinculado ao hotel, ao custo de vinte euros por 24h. Estacionamento aqui é artigo de luxo e, bem mais caro, avulso ( quatro euros / hora).
Restante do dia livre em Positano. Um verdadeiro paraíso.

Quarto dia- Positano
Aproveitamos a manhã para um passeio na paradisíaca ilha de Capri. Translado em lancha rápida (30 minutos). Essa é uma das inúmeras opções em Positano.
Retornamos a Nápoles no final da tarde. Tempo suficiente para provar uma marguerita. Aliás, não se vai a Nápoles sem provar essa iguaria.



Quinto dia - Sicília
Optamos pela via aérea para chegar a Sicília. Reservamos um vôo que se adaptou bem ao nosso interesse. Voamos pela Volotea, uma empresa Low Cost espanhola que possui preços e horários competitivos. Gostamos bastante e indico.
Alugamos carro na Rentcars que nos direcionou para a Goldcar, a qual tive severas restrições. Não indico.
Chegamos pela manhã e dedicamos todo o tempo para conhecer o centro histórico de Palermo. Na cidade, não existe necessidade de carro.




Sexto dia - Sicília
Resolvemos fazer um longo passseio  ao vulcão Etna e ao Anfiteatro de Taormina, com retorno no final da tarde. Um belo passeio, porém cansativo.
Conhecer a noite de Palermo.




Sétimo dia - Sicília
Fomos conhecer o Vale dos Templos em Agrigento, ao sul da ilha. Um passeio fantástico, que vale muito a pena. As estradas possuem paisagens incríveis e as vilas no alto das montanhas, convidam a uma parada.
Final de tarde e noite em Palermo.



Oitavo dia - Sicília - Roma
Devolução do carro no aeroporto de Palermo e embarque para Roma.


Sicília é uma ilha incrível. Reserve pelo menos dez dias para fazê-la com bastante calma. Fizemos apenas uma boa iniciação.

sábado, 17 de setembro de 2016

O uso do celular no exterior atualmente é uma necessidade praticamente indispensável, seja para o envio de arquivos e fotos, contato com familiares, amigos ou a trabalho e para o uso da internet. Aplicativos direcionados para  envio de mensagens ( whats app) , GPS (waze) e os bancos online são ferramentas do tipo "não podemos mais viver sem". 
Dentre as opções disponíveis ( como ativar roaming internacional, na própria linha do país de origem, wi-fi zone ou a compra de um aparelho) estamos pontuando a escolha pelo chip local (ou Sim Card). Em recente viagem a Itália, compramos um pacote oferecido pela operadora Vodafone. Existem várias opções e preços. Optamos pelo pacote de 6GB, ao preço de 50 Euros. O número muda. Nós recebemos um número local, mas as vantagens são enormes.


Uma vez conectados, realizamos ligações locais, internacionais, usamos a internet full time (até mesmo nos trajetos entre as cidades) e, para nós ( creio que também para o mundo inteiro), a certeza do app GPS sempre ativo, era sinônimo de segurança. 
Para efetuar a compra, é necessário apresentar o passaporte, celular desbloqueado e cartão de crédito. Bem prático, mais barato que usar, efetivamente,  o nosso pacote local e, o melhor, funciona!
Recomendo super!

domingo, 31 de julho de 2016

Philippeion - O templo  dedicado aos humanos

O Santuário de Olímpia, na Grécia,  existia há pelo menos dois mil anos antes de Cristo. Aqui era um centro religioso, político e  esportivo. Localizado na Península  do Peloponeso, no bosque Altis e diante do monte Cronos, era um lugar sagrado. Conta a mitologia, que aqui Zeus derrotou seu pai Cronos, daí o nome do monte. Havia um culto a Zeus e, eventualmente, um culto a Gaea (terra). Os primeiros jogos olímpicos datam de 776 a.C e eram realizados a cada quatro anos e com competição que durava cinco dias. Era disputada apenas entre as cidades gregas. Esse mês era de paz entre as cidades, principalmente Esparta e Elis. 
Segundo estudos, através das moedas encontradas, foi erguido aqui o templo em homenagem a Zeus. Foi construído em 470 a.C pelo arquiteto Lisbon de Elis. Em estilo Jônico, possuia seis colunas frontais e outras treze de cada lado. O santuário possuia uma estátua de Zeus, com 13,5 feita em ouro e marfim, sendo considerada uma das sete maravilhas do  mundo antigo. Aulas de filosofia  eram realizadas nesse espaço.




O templo de Hera, mulher de Zeus, criado mil anos a.C, é um dos locais mais fotografados aqui. Nesse local foi acesa a tocha olímpica e esse ritual se perpetua até os dias atuais. Restam as colunas do templo.





Participavam das provas cidadãos gregos, menos escravos e mulheres e apenas homens assistiam às provas no Estádio Olímpico, até o dia em que uma mulher vestiu-se de homem para assistir seu filho competir. Foi descoberta e, desde então, o acesso era permitido desde que todos estivessem nús. Isso mesmo.
Figuras importantes assistiam aos jogos entre eles, Platão e Aristóteles e, entre os competidores, estavam Alexandre, o grande e Nero. Em uma competição de cavalos, Nero caiu do cavalo, mas se declarou vencedor e levou as estatuetas correspondentes. Aos vencedores cabia uma coroa de oliveiras de Zeus, uma estátua com seu nome e a prova em que disputou, além de muito prestígio em sua cidade.
O Estádio Olímpico possuía 192 metros de extensão, com capacidade para quarenta mil pessoas. Os atletas da maratona percorriam esse trajeto até atingirem 42 km. A maratona era uma homenagem ao grego Filipes, que percorreu 42 km que separavam a cidade de Atenas e Maratona, para noticiar a vitória dos dez mil soldados atenienses sobre os cem mil soldados persas. De tão exausto, apenas falou a palavra "vencemos" e, em seguida, caiu morto. Feito de grande importância histórica.

Estadio Olimpico

Com a invasão dos Romanos no século IV, o Imperador cristão Theodosius determinou o fim dos jogos olímpicos e fechamento do santuário. Considerava um ambiente pagão e que, competidores seminus, era uma imoralidade. Muitas peças de valor histórico foram saqueadas. Terremotos e inundações acabaram por destruir o berço das Olimpíadas.




O Santuário foi descoberto em 1776, coberto por vegetação e lama. As escavações arqueológicas começaram nessa época. Os primeiros jogos Olímpicos da era moderna (final do século XIX), foram idealizados pelo Barão de Coubertin (frânces). Atenas, por motivos óbvios, foi escolhida para sediar os jogos. Participaram 14 países, 88 atletas estrangeiros e 123 gregos. Hoje os jogos são disputados por vários países, mas a tocha olímpica é acesa neste local sagrado.




Em 1920 o Barão de Coubertin recebe o prêmio Nobel da Paz por seu espírito olímpico. Após o falecimento do Barão, seu coração repousa no Museu da cidade de Olímpia. Sua frase célebre vigora até a atualidade:" O importante não é ganhar, mas competir e com dignidade".
O Santuário de Olímpia é patrimônio cultural, pela UNESCO.


COMO CHEGAR

Estando em Atenas, existem cinco trens diários para Pyrgos, saindo da estação Larissi. A viagem é  de aproximadamente quatro horas e custa seis euros. Faz baldeação em Pyrgus, para chegar em Olímpia. Desta forma, teremos aí mais trinta minutos.
Estávamos em uma excursão com o Navio MSC pela Grécia e tivemos Olímpia como opcional. Realizamos o trajeto em micro-ônibus. Fica a cerca de uma hora do porto de Patra e, igualmente, do aeroporto de Kalamata.

MELHOR ÉPOCA

De julho a setembro - Verão. Site - www.olympia-greece.org


Sem dúvida é um passeio bem interessante e, tendo oportunidade, aconselho.

quinta-feira, 28 de julho de 2016


A Cidadela de Kalemegdan é a principal atração de Belgrado, na Sérvia. Logo na entrada, fomos atraídos para visitar um curioso museu, que encontra-se dentro das muralhas da cidadela, o Museu da Tortura. Foi a primeira vez que conheci um museu com essas característica e posso dizer que é quase impossível não revelar algum segredo bem guardado...

         

Logo na entrada, um exemplar dos antigos cintos de castidade, usado pelas mulheres dos guerreiros,  
uma vez que seus  parceiros viajavam muito.



As amputações mamárias eram freqüentes para tratamento de doenças das mamas.


O machado é auto-explicativo e dispensa quaisquer comentários.


A mesa de perfurações, certamente, não servia para fazer cócegas.


Muito usado pelos príncipes locais e, aperfeiçoado por outros (Conde Drácula que o diga), a tortura pelo empalamento causava dor e sofrimento, pois a vítima não morria instantaneamente, mas sangrava de forma lenta e contínua.



Essa sala era uma das últimas a serem visitadas. Eis aqui a cadeira da tortura! São lanças de aço, pontiagudas e afiadas. Sentar aqui seria morte certa. Interrogatório curto.


A armadura de pregos.


Se, apesar de tudo, o resultado não fosse obtido,a degola sumária seria o último recurso.


É uma visita curiosa e que, estando na cidadela, vale a pena conhecer. Ingresso ao custo de 250 DIN.